terça-feira, 10 de maio de 2016

Liderança e tomada de decisões na escola

Conhecer diferentes estilos de liderança, bem como sua importância frente à tomada de decisões na escola.

Para iniciar a abordagem da liderança do coordenador pedagógico na tomada de decisões na escola é fundamental observar a maneira como o mesmo se percebe. Segundo Ferreira (2011) é impossível exercer a liderança numa perspectiva democrática/participativa e ser centralizador, pois dificulta perceber-se como integrado a uma equipe. Neste sentido, se faz necessário observar atentamente diferentes tipos de liderança e como as mesmas são percebidas pelos seus lideres, como aponta (Luck et al, 2002, p. 35) enfatizando que modelos convencionais de liderança dificultam a sobrevivência e sucesso da escola enquanto instituição. A autora denomina de “[...] liderança, a dedicação, a visão, os valores e a integridade que inspiram os outros a trabalharem conjuntamente para atingirem metas coletivas”.

O coordenador pedagógico exerce diferentes estilos de liderança sobre os atores que fazem parte deste cenário, em especial o corpo docente e discente. Portanto, é pertinente uma reflexão sobre até que ponto a percepção deste que coordena diferencia de acordo com seu estilo de liderança. Luck et al (2002)descrevendo estilos de comportamento do líder apresentam quatro estilos a partir das teorias administrativas que variam conforme a necessidades individuais ou coletivas (2002, p. 50).
1 - Liderança Diretiva – Tomada de decisões autocráticas “sem o outro”. Neste tipo de liderança, o estilo de comportamento do líder tende à autonomia, com decisões solitárias e com instruções específicas e determinadas sobre a maneira como as mesmas devem ser executadas.
Em determinadas situações este tipo de liderança se faz necessária, diante, por exemplo, de uma equipe escolar iniciante, sem experiência, necessitando ao máximo de direcionamento para alcançar os objetivos propostos; ou ainda quando alguns atores da equipe escolar são novos na unidade escolar. Além, é claro, de este estilo de liderança ser apropriado em situações de emergência, o apagar “incêndios”, que podem ocorrer na unidade. Nenhum líder deve ou pode ser diretivo todo tempo.
2 - Liderança de Instrução – Tomada de decisões com consideração “do outro”. Neste estilo de liderança, o líder permite a participação dos liderados mesmo que limitada não ocorrendo o excesso de liderança diretiva, pelo contrário, combina o direcionamento com um encorajamento, elogios e motivação.
Quando uma equipe escolar se torna experiente, confiante e amadurecida, menor direcionamento se faz necessário. O líder desafia a equipe motivando-a, não selecionando soluções desejadas.
3 - Liderança de Auxílio  Tomada de decisões com influência “do outro”. Esta liderança remete à necessidade de objetivos desafiadores que convidam para influenciar na tomada de decisões na relação com o corpo docente o coordenador pedagógico. Neste contexto, não apresenta apenas as determinações do que fazer, mas, apresenta a situação e solicita sugestões e assim seleciona as desejadas, portanto o corpo docente é convidado a influenciar na tomada de decisões.
Neste cenário, o líder ouve, consulta e apoia ativamente a equipe escolar. Tal estilo é apropriado para situações complexas e quando se tem um alto nível de confiança em sua equipe escolar.
4 - Liderança Delegada – Tomada de decisões com envolvimento “do outro”. A liderança delegada envolve todos os atores do cenário escolar, a partir do momento que se estabelece um envolvimento, se estabelece um comprometimento coletivo.
Neste estilo de liderança os objetivos são mais desafiadores e as decisões demandam encorajamento, apoio, desenvolvimento profissional e, ao participar do processo, o líder concorda com a decisão do grupo. Na delegação da autoridade, desenvolvem-se as habilidades e o comprometimento da equipe escolar.
A seleção do estilo de liderança depende de cada situação, bem como, dos atores do cenário escolar no caso corpo docente e discente e como se relacionam.
 Na liderança diretiva fica claro que o coordenador pedagógico se percebe como aquele que detém fontes legítimas de poder para alcançar os objetivos desejados. A sua experiência perceptiva é de ser responsável e profissional, ao ponto de não ver ou escutar o outro, não permitindo expressão, criatividade, inovação, levando o outro, no caso seu corpo docente a tal sentimento de controle que o impede de se comprometer e de envolver na dinâmica escolar.
Já na liderança de instrução, quando o coordenador pedagógico toma as decisões após considerar os objetivos da escola e dos demais atores do cenário escolar, no caso o corpo docente e discente, ele explica os motivos, procura trabalhar com a confiança e motivação. A tomada de decisões referente à indisciplina pode ouvir e olhar os envolvidos na cena, aluno, professor, inspetor, etc. As considerações a partir das informações pertinentes ao ocorrido são relevantes e convida os envolvidos para uma reflexão no processo na tomada de decisões.
A liderança de auxílio permite ao coordenador pedagógico, a tomada de decisões influenciada após o ouvir e o olhar dos envolvidos na cena. As considerações a partir das informações pertinentes ao ocorrido são relevantes e certamente influenciam na tomada de decisões. O perceber da situação de atitudes agressivas de diferentes olhares igualmente promovem de situações saudáveis, a partir de um problema instaurado, e, se for o caso, as medidas disciplinares.
Sobre a difícil questão da indisciplina (Aquino, 1996) aponta que está cada vez mais difícil lidar com esta imagem no cenário escolar, os atores do cenário escolar representam a ordenação e o controle para uma sala agitada.
É necessário esclarecer questões relacionadas à indisciplina olhando, ouvindo e percebendo nas entrelinhas os diversos fatores que a envolvem.
A liderança delegada permite ouvir o grupo, envolvendo-o no processo de tomada de decisões e consequentemente desenvolvendo as habilidades e comprometimento. Há acordo com a decisão do grupo. O líder com a capacidade de delegar é capaz de um olhar diferenciado e de maiores conquistas. Na relação com o corpo discente, existem dispositivos no cenário escolar que permitem tal liderança quando se possibilita a representatividade dos alunos, como por exemplo, os representantes de classe. Só se conhece o aluno ouvindo-o e percebendo-o.
Da mesma maneira na relação coordenador pedagógico x aluno, quando o assunto é indisciplina, por exemplo, o líder diretivo aplica as sanções disciplinares informando aos pais e familiares com instruções específicas e determinadas. O olhar e o ouvir autocrático mais uma vez o impedem ver e ouvir o outro.
Necessariamente, perceber o aluno agressivo e as implicações que o levaram a tal atitude não suprime uma sanção disciplinar, da mesma maneira que uma sanção disciplinar imposta diretivamente com uma abordagem autocrática não resolverá a questão da indisciplina.
Reconhecer, em seus espaços e relações, aspectos facilitadores do trabalho é importante para que o coordenador não se deixe levar por descrédito e desânimo em relação à estrutura escolar em que se encontra, aos educadores com quem convive, a si próprio enquanto educador engajado na própria formação e na de seus professores.



Referências

O Coordenador Pedagógico e o Cotidiano da Escola. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2006.
O coordenador Pedagógico e questões da contemporaneidade. 3. ed.  São Paulo: Loyola, 2009.
ALMEIDA, Laurinda Ramalho; PLACCO, Vera Maria Nigro de Souza (Orgs.). O coordenador Pedagógico e o Espaço da mudança. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2006.
LUCK, Heloísa; FREITAS, Kátia; GIRLING, Robert e  KEITH Sherry Keith. A Escola Participativa. Rio de Janeiro. Ed. DP&A, 2002.
MERLEAU-PONTY, M. O Olho e o Espírito & A dúvida de Cézanne. Tradução de NEVES, PEREIRA.  São Paulo: Editora Cocac & Naify,  2004

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

20 Desafios da Coordenação Pedagógica na Escola


Os desafios diários do coordenador pedagógico vão muito além de solucionar urgências e acalmar ânimos de pais, famílias e professores.
O trabalho de coordenação tem o objetivo de diagnosticar e trazer evoluções significativas nas práticas de ensino e aprendizagem da escola.
Essa evolução é resultado de dois tipos de atividades:
O primeiro tipo são as ações realizadas no dia a dia da escola, que são facilmente percebidas na comunidade escolar por terem resultado de curto prazo. Um exemplo é a resolução de problemas de aprendizagem de uma turma. Neste caso, o Coordenador Pedagógico realiza um estudo do comportamento da turma a fim de identificar o foco do problema e desenvolver estratégias para a elevação do rendimento escolar, orientando os professores na gestão da sala de aula.
Já o segundo tipo, abrange ações que transcendem a resolução de problemas do cotidiano escolar e envolve atuações muito mais complexas. Poucos percebem essas ações pois elas são planejadas para resultarem em benefícios de longo prazo. Um exemplo é o desenvolvimento de projetos de formação continuada dos professores, com treinamentos e aprofundamentos didáticos, teóricos e culturais, a fim de enriquecer as práticas pedagógicas da escola e elevar constantemente a qualidade de ensino.
Para esclarecer as dúvidas sobre as atividades do Coordenador, preparamos uma lista com Os 20 Principais Desafios da Coordenação Pedagógica no ambiente escolar, divididas em 4 áreas de atuação:
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     Em relação à Administração Escolar:

1.    Auxiliar o Diretor na construção do Projeto Político Pedagógico.
2.    Construir a Proposta Pedagógica da escola.
3.    Elaborar o Plano de Ação pedagógico, que é composto pelas atividades que serão realizadas e gerenciadas pela coordenação ao longo do ano. O Plano deve conter os objetivos de cada ação, o período de realização e os responsáveis pela execução.

Em relação aos Professores:
4.    Incentivar a construção do senso de equipe na equipe docente, envolvendo a participação de todos nos projetos de aperfeiçoamento das práticas pedagógicas.
5.    Ajudar a organizar as tarefas direcionadas a cada membro do corpo docente, a fim de manter o ambiente agradável evitar mal entendidos.
6.    Trabalhar a Formação Continuada do corpo docente, por meio de treinamentos e aprofundamento teórico e cultural.
7.    Motivar os professores com projetos de desenvolvimento didático e superação de dificuldades na sala de aula.
8.    Orientar os planos didáticos dos professores, adequando-os às propostas do colégio e às necessidade dos alunos.
9.    Elaborar atividades de interação entre os docentes para incentivar o aprendizado por meio de troca de experiências de sala de aula.
10. Avaliar a gestão da sala de aula dos professores, analisando Diários de Classe e acompanhando seu dia a dia.
11. Elaborar um sistema de feedback do trabalho da equipe docente em sala de aula, unindo avaliações, propostas de melhoria e sugestões para resolução de problemas frequentes.
12. Criar e gerenciar o Grupo de Apoio Didático, que pode ajudar o coordenador na gestão pedagógica, além de gerar um senso de meritocracia pelo bom desempenho. O grupo deve ser composto por professores que se destacaram pelo grande interesse na evolução da qualidade de ensino da escola.

Em relação aos Alunos e Pais:

13. Incentivar o desenvolvimento de novas metodologias pedagógicas para envolver e motivar os alunos.
14. Impulsionar a utilização de práticas pedagógicas que respeitem e compreendam as diferenças individuais.
15. Identificar os perfis dos alunos e das turmas, com seu rendimento escolar, seu comportamento, suas habilidades e dificuldades, para sugerir práticas adequadas a cada grupo.
16. Planejar atividades letivas de engajamento das famílias na educação dos filhos.
17. Criar métodos de pesquisa para identificar a opinião das famílias e alunos em relação às práticas pedagógicas para a evolução constante da qualidade de ensino da escola.

Em relação ao próprio Coordenador:

18. Incluir na rotina momentos para estudo e desenvolvimento pessoal e profissional para estar sempre atualizado e levar novas estratégias de ensino à escola.
19. Produzir relatórios trimestrais, semestrais ou outros formatos que registrem os desafios enfrentados no período e os aprendizados adquiridos, para a utilização nos próximos planejamentos e para a ciência do diretor.
20. Analisar os relatórios e diagnosticar as condições pedagógicas gerais da escola, a fim de desenvolver novas práticas de ensino direcionadas a essas circunstâncias.
Os desafios do Coordenador Pedagógico, portanto, vão além de resolver problemas do dia a dia escolar, envolvendo atividades complexas de planejamento, coordenação e execução de projetos que aprimorem as práticas pedagógicas da escola como um todo.


http://www.mindgroup.cc/20-desafios-da-coordenação-pedagógica-na-escola

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domingo, 8 de maio de 2016

HOMENAGEM PARA O DIA DAS MÃES




Ser mãe…

 É a missão de maior responsabilidade

É amar de forma mais completa.

 É dar o melhor de si e não esperar nada em troca…

 À ela devemos nossa vida pois é merecedora de todo nosso respeito e digna de todo nosso afeto.

 Mãe é sinônimo de amor e bondade.

Todos integrantes do blog desejam a todas as mamães um excelente

 Feliz Dia das Mães!

Postado por Futuros Pedagogos

ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E OS PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA


A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDB 9394/96, explicita, em seu artigo 2º, os princípios e fins da educação brasileira na seguinte conformidade:
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (grifos nossos)
Isto posto, compete ao Orientador Educacional fundamentar toda a sua ação com base nesses princípios, visando ao alcance das finalidades da Educação Nacional, iluminado assim sua prática. Certamente, como membro de uma equipe, ele não fará isso sozinho, portanto, precisa ter a compreensão de que ao desempenhar suas atividades, deverá desenvolver seu trabalho de forma a contribuir para a formação da cidadania dos educandos da escola onde atua, por meio de uma prática democrática que respeita a liberdade de todos os componentes da comunidade escolar. Se assim não for, pode até ser chamado de Orientador Educacional, mas não estará desempenhando seu papel em conformidade com os princípios que sustentam seu trabalho

ORIENTADOR EDUCACIONAL E A EQUIPE GESTORA

Na equipe gestora, podemos contar com o diretor, o vice-diretor ou assistente do diretor, o coordenador pedagógico, o orientador educacional e o supervisor escolar. Se não encontrarmos todos esses atores compondo a equipe gestora, pela menos boa parte deles se faz presente. Cada um desses profissionais tem suas atribuições e competências específicas, que se complementam, orquestrando o trabalho realizado na escola. Sendo que todos buscam ou devem buscar a maximização qualitativa do atendimento didático pedagógico dos estudantes. E isso deve ocorrer da forma mais democrática e compartilhada possível. De forma menos hierarquizada. Assim, o diretor conta com o auxílio de uma equipe que, trabalhando o mais horizontalmente possível, garante a democratização das tomadas de decisão cotidianas e minimizam os impactos das inúmeras demandas do dia a dia que se abatem sobre a direção da escola.
No caso do Orientador Educacional, especificamente, dedica-se mais ao acompanhamento do trabalho discente, verificando, auxiliando e dando andamento a processos de atendimento pedagógico e educacional conforme as necessidades e demandas de cada aluno individualmente ou de grupos de alunos que, eventualmente, apresentem mesmas demandas ou necessidades.
Em sua relação com a equipe de gestão, à luz dos fins para a educação escolar, além de exercer a função de orientação 
aos alunos, também a deve exercer relativamente à própria equipe de gestão, bem como ao grupo de professores, contribuindo para a afinação entre teoria e prática da ação pedagógica, na construção de uma práxis educativa.
É, portanto, função do Orientador Educacional levar ao grupo responsável pela Administração Escolar, informações acerca do andamento geral das turmas e dos alunos, individualmente, relativas ao seu processo de aprendizagem e desenvolvimento enquanto parte do processo educativo. A importância desta função liga-se diretamente à elaboração de estratégias administrativas que visem ao desenvolvimento de uma forma de gestão que priorize — e seja eficiente e eficaz — o processo ensino-aprendizagem na atuação de todos os educadores em suas funções cotidianas na escola.


O TRABALHO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL
 JUNTO AO CORPO
 DISCENTE E À FAMÍLIA

No dia a dia da instituição escolar, o alunado apresenta necessidades, problemas e demandas, em geral, ligadas ao processo ensino-aprendizagem.
Os casos variam desde os problemas de relacionamento dos estudantes, entre si, passando pela relação discentes-docentes, até as questões de dificuldades de aprendizagem, questões disciplinares e necessidades de reforço em algumas disciplinas, sem esquecer dos casos de inclusão — cada dia, felizmente, mais presentes nas escolas regulares.
Diante dessa gama de demandas, o Orientador Educacional é o responsável pelo atendimento direto ao aluno, debruçando-se sobre seu problema para entendê-lo em sua plenitude e dar o encaminhamento conveniente.
Além do acompanhamento direto aos alunos, em função das necessidades e problemas identificados, o Orientador Educacional também atuará junto aos professores e junto aos familiares dos estudantes.
Aos professores o Orientador Educacional apresentará propostas de atuação pedagógica na busca da solução ou minimização dos problemas dos alunos.
Junto aos familiares, o papel do orientador Educacional voltar-se-á ao estabelecimento de uma linha de comunicação que facilite a solução das necessidades e problemas identificados, visando ao melhor desenvolvimento possível e bem estar do aluno em seu processo de aprendizagem. 

O TRABALHO DO ORIENTADOR EDUCACIONAL
 JUNTO AO CORPO DOCENTE


Além do trabalho de apoio aos professores em casos de acompanhamento de necessidades e problemas identificados junto ao alunado, também cabe ao orientador Educacional atuar, juntamente com o Coordenador Pedagógico, na supervisão do planejamento educacional escolar, bem como na elaboração do Projeto Político Pedagógico da unidade educacional.
A partir das experiências adquiridas cotidianamente em sua função, bem como de seus estudos e pesquisas profissionais, o orientador Educacional deve propor ações pedagógicas, projetos, atitudes docentes, metodologias didático-educacionais, técnicas e alternativas à atuação docente.  Sua função também se associa à observação e revisão curricular, bem como seu acompanhamento e supervisão direta durante sua aplicação.

O TRABALHO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL JUNTO AOS DEMAIS EDUCADORES ESCOLARES

Partindo-se da concepção de que todas pessoas que trabalham na escola são, efetivamente, educadores escolares, cabe ao Orientador Educacional assegurar o estabelecimento de um “clima” educativo que perpasse todas as atividades, em todos os setores da escola.
É papel do Orientador Educacional, por exemplo, instruir os inspetores escolares (“bedéis”), pessoal do serviço de limpeza, de merenda, de secretaria, de portaria e assim por diante, no que se refere à pratica educativa de suas atribuições profissionais, de modo a garantir o estabelecimento de um ambiente educador em todo o equipamento educacional que constitui a escola.

O TRABALHO DA ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL JUNTO À COMUNIDADE, ORGANIZAÇÕES SOCIAIS E PARCEIROS DA ESCOLA


O dia a dia da escola reserva uma série de fazeres diretamente ligados às relações com a comunidade, com as organizações sociais do entorno escolar e a outros parceiros no processo de ensino.
Cabe ao Orientador Educacional trabalhar em prol de garantir os melhores meios de relações entre a escola e cada um desses personagens que atuam diretamente ou indiretamente em conexão com a educação desempenhada pela escola.
Junto à comunidade, por exemplo, é função do Orientador Educacional levantar características sociais e econômicas, manifestações culturais regionais de origem locais ou trazidas de outras regiões, mas importantes localmente, levantar e procurar responder às expectativas em relação à escola onde atua.
Com as organizações sociais, por exemplo, o trabalho do orientador Educacional se realiza na busca de serviços prestados que possam atender aos anseios educacionais do alunado ou, mesmo, às suas necessidades sociais e econômicas.
Com outros parceiros da escola, o Orientador pode e deve estabelecer relações de auxílio mútuo que propiciem melhores aprendizados e bem estar para o alunados , bem como para toda a comunidade escolar. Por exemplo, as parcerias com os Postos de Saúde, as Casas de Cultura e os Clubes de Mães significam possibilidades de atuação educativa junto ao entorno escolar.
O Orientador Educacional deve contar com órgãos que compõem a rede de proteção social e entrar em contato com eles sempre que perceber algum caso de vulnerabilidade social.
Alguns deles são: 
CRAS - Centro de Referência de Assistência Social
Executa serviços de proteção social básica, organiza e coordena a rede de serviços sócio assistenciais, locais da política de assistência social. 
CREAS- Centro de Referência Especializado de Assistência Social 
Unidade pública onde se ofertam serviços especializados e continuados a famílias e indivíduos nas diversas situações de violação de direitos na perspectiva de potencializar e fortalecer sua função protetiva.
 
Conselho Tutelar

Referências
GRINSPUN, Mirian P. S. Zippin. A orientação educacional: conflito de paradigmas e alternativas para a escola. São Paulo: Cortez, 2002.
JÄEGER, Werner. Paidéia: A formação do homem grego. São Paulo: Martins Fontes 2003.
LUZURIAGA, Lorenzo. História da Educação e da Pedagogia. SP: Nacional, 2001.
MONROE, Paul. História da Educação. SP: Nacional, 1983.
PASCOAL, Miriam; HONORATO, Eliane Costa  and  ALBUQUERQUE, Fabiana Aparecida de. O orientador educacional no Brasil. Educ. rev. [online]. 2008, n.47, pp. 101-120. ISSN 1982-6621

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sábado, 7 de maio de 2016


10 conteúdos indispensáveis à formação do coordenador pedagógico

         
Identidade profissional
Para acertar o foco, ele precisa entender sua função na escola. A troca de experiência entre os pares nos encontros de reuniões ajuda a atingir a meta.

2 Concepção de formação
Se essa é a essência do trabalho da coordenação pedagógica, quem a exerce tem de ter consciência de que não basta encaminhar os docentes para cursos da Secretaria ou repassar programas prontos. O trabalho do dia a dia deve incluir o monitoramento constante das práticas em sala de aula.A melhor forma de disseminar a ideia é debatê-la em encontros periódicos com profissionais da rede.

3 Relações interpessoais
Para ser articulador e formador, ele deve saber se relacionar bem. Só assim conseguirá observar a aula sem parecer um fiscal intrometido, apresentar críticas sem despertar raiva e integrar um professor novato. Para desenvolver a habilidade, é possível usar diferentes linguagens, como filmes e literatura, para aguçar a percepção e as capacidades de observação e de escuta. Pode-se recorrer à memória, induzindo cada um a lembrar vivências da sua trajetória e compartilhá-las com os colegas.

4 Liderança e condução de grupo
O líder pedagógico tem de ter competência para conduzir a equipe em reuniões de trabalho, conquistando a adesão de pessoas. Quem pensa não ter essa habilidade pode aprender. Há diferentes estilos de liderança e conhecê-los é a forma de buscar identificação com um e adotá-lo. E vale incluir na formação do coordenador o estudo de teorias e técnicas sobre o funcionamento de grupos - para saber, por exemplo, como alguém de personalidade marcante influencia os demais.

5 Planejamento
Elaborar uma pauta produtiva para os horários de trabalho coletivo e para reuniões setorizadas, orientar os professores a planejar as aulas, o semestre e o ano e criar estratégias para melhorar o trabalho em sala de aula. O coordenador aprenderá tudo isso se contar com uma orientação técnica contínua, que funcione nos moldes de uma tutoria. No dia a dia, o supervisor pode fornecer conhecimentos gerais sobre planejamento e apresentar bons modelos.

6 Estratégias de avaliação
Para ajudar os docentes a aprimorar o trabalho, o coordenador precisa saber observá-los em aula, analisando o conhecimento do conteúdo, a forma como ele é ensinado e as interações. A supervisão em serviço, como uma tutoria, é a melhor forma de fornecer parâmetros para ele criar suas ferramentas de acompanhamento.

7 Instrumentos metodológicos
Alguns documentos são essenciais para o líder da equipe docente. Explicar quais são eles e como guardá-los é indispensável quando se deseja um coordenador competente. Os planejamentos dos docentes, por exemplo, dão pistas sobre as necessidades de ensino que precisam ser supridas e devem ser arquivados, assim como o portfólio de cada turma, com relatos, fotos, produções dos alunos, registro de dúvidas e notas sobre avanços, que ajuda a avaliar a evolução de uma classe. Tudo isso pode ser arquivado por data ou tema. A Secretaria de Educação pode organizar seminários sobre o tema, mas é fundamental que os supervisores técnicos detectem as deficiências particulares no uso dessas ferramentas.

8 Conhecimentos didáticos
Só conhecendo as peculiaridades das diferentes fases de desenvolvimento da criança e do adolescente e a forma como se aprende em cada uma delas o coordenador é capaz de avaliar se os métodos usados em sala de aula são apropriados. Ele precisa ainda ter clareza sobre os mecanismos de assimilação dos adultos, pois conduz os docentes em um processo dinâmico, no qual eles ensinam e aprendem ao mesmo tempo. Seminários temáticos aumentam a bagagem teórica na área. Mas é a orientação contínua que permite identificar falhas e corrigi-las.

9 Tematização da prática
Consiste na reflexão, à luz de teorias, sobre boas práticas em sala de aula - em geral, gravadas em vídeo. O objetivo é que o docente aprenda vendo modelos, pensando sobre eles e discutindo-os. Cabe ao coordenador fornecer a base teórica e indicar como aquele exemplo pode ser usado em sala. Para evitar constrangimentos, recomenda-se que o coordenador comece a implantar a estratégia usando gravações feitas fora da escola para só depois fazê-las com um docente da equipe com uma atividade anteriormente planejada em grupo. As instruções gerais podem ser fornecidas em um workshop com os profissionais de toda a rede, mas cada coordenador precisará de uma supervisão individualizada para implantar a estratégia formativa em sua rotina.

10 Troca de experiências
Se um professor fez um projeto de sucesso, outros docentes devem conhecer o trabalho. Portanto, o coordenador precisa saber documentar, sistematizar e compartilhar experiências. Isso pode ser feito na escola, com a criação de um arquivo de boas práticas aberto a consultas, ou na internet, com a organização de uma rede colaborativa, da qual docentes de outras escolas podem participar. De novo, poderá aprender a fazer isso com uma orientação individualizada.


fonte  Publicado em JUNHO 2011. Título original: Conhecimentos que o formador precisa ter

http://gestaoescolar.abril.com.br/formacao/coordenador-pedagogico-tambem-precisa-formacao-continuada-634883.shtml?page=2   Acesso 07/05/16 ás 09:08 Hr

http://gestaoescolar.abril.com.br/formacao/10-conteudos-indispensaveis-formacao-coordenador-pedagogico-629894.shtml    Acesso 07/05/16 ás 09:08 Hr
  
Postado por Futuros Pedagogos
  

sexta-feira, 6 de maio de 2016

   Coordenador, assim não dá. Barrar alunos que estejam sem uniforme 
               

  • A escola não pode impedir a entrada de quem está sem o traje oficial porque isso fere o direito ao ensino, assegurado pela Constituição Federal.




O aluno chega à escola e o porteiro ou o inspetor que acionar o coordenador,  não deixa que ele entre por estar sem o uniforme. O garoto tenta argumentar, porém não obtém sucesso: o funcionário afirma que o uso da vestimenta é obrigatório e está previsto no regimento interno. O estudante volta para casa e perde um dia de aula. Situações como essa ainda acontecem em instituições que desconhecem que o direito ao acesso à Educação, previsto no artigo 208 da Constituição Federal, está acima de leis estaduais e municipais ou normas internas. Qualquer disposição em contrário - mesmo que esteja presente no regimento - é ilegal. 

"O uso do uniforme pode ser algo desejável e incentivado pela rede ou pela escola, porém o estudante que não o usa não pode ser impedido de frequentar a sala de aula", afirma Elie Ghanem, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). 

Muitas redes fornecem camisetas e às vezes até o conjunto completo, com bermuda e casaco. Outras deixam a critério de cada unidade, que, preferencialmente, deve decidir sobre o assunto depois de discutir com a comunidade escolar. Mesmo porque, caso a vestimenta não seja dada pela Secretaria de Educação, os pais ou responsáveis terão de adquiri-la por conta própria. Se houver famílias impossibilitadas de arcar com esse gasto, novamente a não obrigatoriedade encontra respaldo legal: o artigo 206 da Lei Magna afirma que o ensino no país será ministrado com base na gratuidade e na igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola.


Na Escola Estadual Colônia dos Pescadores, em Caraguatatuba, a 125 quilômetros de São Paulo, o coordenador pedagógico Vitor Paulo Fida da Gama acredita no traje como uma maneira de garantir a segurança dos estudantes, pois ele os identifica dentro e fora da escola. Por isso, ele levou a questão às reuniões de pais e às assembleias internas. A maioria decidiu a favor. A única dúvida dos pais foi em relação ao custo. "Pedimos que cada família informasse à nossa secretaria sobre a possibilidade ou não de aquisição. Aos que não podiam pagar, negociamos com a confecção a doação de uma parte da produção. Além disso, disponibilizamos na secretaria algumas peças para os alunos que, por algum motivo, chegam sem a vestimenta", conta Vitor. 

Os alunos também foram convidados a escolher a cor das camisetas. Como não houve consenso, a solução encontrada por eles foi colocar o nome da escola em diversas tonalidades disponíveis - amarelo, rosa, verde, vermelho, azul-marinho, azul- claro, branco, preto e cinza. 

Quando a opção é por adotar o uniforme, é importante que os gestores também conheçam a Lei Federal nº 8.907, de 6 de julho de 1994. Ela determina que o modelo não pode ser alterado antes de se completarem cinco anos, tanto em escolas públicas como em privadas. 


http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/01_02_2010_13.39.05.85b72235f860536bcb82c3463914f15d.pdf Acesso 06/05/16 ás 15:00 Hr

Publicado em GESTÃO ESCOLAR, Edição 029DEZEMBRO 2013/JANEIRO 2014. Título original: Barrar alunos sem uniforme  

Postado por Alan Castro


Os dilemas da rotina do Coordenador Pedagógico



Quando tentamos um adentramento no diálogo como fenômeno humano, se nos revela algo que já poderemos dizer ser ele mesmo: a palavra.
 Mas, ao encontrar-nos a palavra, na análise do diálogo, como algo mais que um meio para que ele se faça, se nos impõe buscar, também, seus elementos constitutivos. 
Paulo Freire

Postado por Futuros Pedagogos