sexta-feira, 6 de maio de 2016

   Coordenador, assim não dá. Barrar alunos que estejam sem uniforme 
               

  • A escola não pode impedir a entrada de quem está sem o traje oficial porque isso fere o direito ao ensino, assegurado pela Constituição Federal.




O aluno chega à escola e o porteiro ou o inspetor que acionar o coordenador,  não deixa que ele entre por estar sem o uniforme. O garoto tenta argumentar, porém não obtém sucesso: o funcionário afirma que o uso da vestimenta é obrigatório e está previsto no regimento interno. O estudante volta para casa e perde um dia de aula. Situações como essa ainda acontecem em instituições que desconhecem que o direito ao acesso à Educação, previsto no artigo 208 da Constituição Federal, está acima de leis estaduais e municipais ou normas internas. Qualquer disposição em contrário - mesmo que esteja presente no regimento - é ilegal. 

"O uso do uniforme pode ser algo desejável e incentivado pela rede ou pela escola, porém o estudante que não o usa não pode ser impedido de frequentar a sala de aula", afirma Elie Ghanem, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). 

Muitas redes fornecem camisetas e às vezes até o conjunto completo, com bermuda e casaco. Outras deixam a critério de cada unidade, que, preferencialmente, deve decidir sobre o assunto depois de discutir com a comunidade escolar. Mesmo porque, caso a vestimenta não seja dada pela Secretaria de Educação, os pais ou responsáveis terão de adquiri-la por conta própria. Se houver famílias impossibilitadas de arcar com esse gasto, novamente a não obrigatoriedade encontra respaldo legal: o artigo 206 da Lei Magna afirma que o ensino no país será ministrado com base na gratuidade e na igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola.


Na Escola Estadual Colônia dos Pescadores, em Caraguatatuba, a 125 quilômetros de São Paulo, o coordenador pedagógico Vitor Paulo Fida da Gama acredita no traje como uma maneira de garantir a segurança dos estudantes, pois ele os identifica dentro e fora da escola. Por isso, ele levou a questão às reuniões de pais e às assembleias internas. A maioria decidiu a favor. A única dúvida dos pais foi em relação ao custo. "Pedimos que cada família informasse à nossa secretaria sobre a possibilidade ou não de aquisição. Aos que não podiam pagar, negociamos com a confecção a doação de uma parte da produção. Além disso, disponibilizamos na secretaria algumas peças para os alunos que, por algum motivo, chegam sem a vestimenta", conta Vitor. 

Os alunos também foram convidados a escolher a cor das camisetas. Como não houve consenso, a solução encontrada por eles foi colocar o nome da escola em diversas tonalidades disponíveis - amarelo, rosa, verde, vermelho, azul-marinho, azul- claro, branco, preto e cinza. 

Quando a opção é por adotar o uniforme, é importante que os gestores também conheçam a Lei Federal nº 8.907, de 6 de julho de 1994. Ela determina que o modelo não pode ser alterado antes de se completarem cinco anos, tanto em escolas públicas como em privadas. 


http://www.pmf.sc.gov.br/arquivos/arquivos/pdf/01_02_2010_13.39.05.85b72235f860536bcb82c3463914f15d.pdf Acesso 06/05/16 ás 15:00 Hr

Publicado em GESTÃO ESCOLAR, Edição 029DEZEMBRO 2013/JANEIRO 2014. Título original: Barrar alunos sem uniforme  

Postado por Alan Castro


Os dilemas da rotina do Coordenador Pedagógico



Quando tentamos um adentramento no diálogo como fenômeno humano, se nos revela algo que já poderemos dizer ser ele mesmo: a palavra.
 Mas, ao encontrar-nos a palavra, na análise do diálogo, como algo mais que um meio para que ele se faça, se nos impõe buscar, também, seus elementos constitutivos. 
Paulo Freire

Postado por Futuros Pedagogos

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Gestão Pedagógica e gestão de conflitos

Apresentar a gestão pedagógica, destacando a importância do coordenador pedagógico em sua condução, bem como na administração de conflitos

A compreensão do perceber do coordenador pedagógico implica necessariamente em buscar o significado da experiência vivenciada na tomada de decisões no cotidiano da escola, a partir da compreensão da maneira como ocorrem as relações interpessoais com o corpo docente e discente. Para tanto, aprofundar o conhecimento e compreensão sobre o papel do coordenador pedagógico no sentido de ampliar os conhecimentos da complexidade de suas tarefas, em especial, sobre na gestão pedagógica e de conflitos junto ao corpo docente e discente, favorece o levantamento de subsídios quanto à importância do relacionamento interpessoal na escola e promove reflexões sobre a prática.
Ao definir que o corpo é pleno de subjetividade e esta condição se desdobra em decisões. Considerando o corpo como fonte dos sentidos que constitui solo da significação da relação do sujeito no mundo, é possível apresentar o coordenador pedagógico como um sujeito que se relaciona com outros no cenário escolar.
Antes mesmo de falar sobre o coordenador se faz necessário a definição do perceber que se pretende entender. Perceber é um termo originário do latim percipere, que significa adquirir conhecimento de algo por meio dos sentidos. O ato de perceber permite ao sujeito a capacidade de entender o mundo externo e interno. Perceber, conhecer algo, um objeto ou evento, é buscar o seu entendimento para compreendê-lo.
O ouvir – para expor este sustentáculo Almeida nos remete a Rogers (1983) quando fala da alegria em conseguir realmente ouvir alguém:
Quando digo que gosto de ouvir alguém estou me referindo evidentemente a uma escuta profunda. Que dizer que ouço as palavras, os pensamentos, a tonalidade dos sentimentos, o significado pessoal, até mesmo o significado que subjas às intenções conscientes do interlocutor[...]
[...] Várias vezes em minha vida me senti explodindo diante de problemas insolúveis ou andando em círculos atormentadamente, ou ainda,em certos períodos, subjugado por sentimentos de desvalorização e desespero. Acho que tive mais sorte que a maioria por ter encontrado, nesses momentos, pessoas que foram capazes de me ouvir e assim resgatar-e do caos de meus sentimentos. Pessoas que foram capazes de perceber o significado do que eu dizia um pouco além do que eu era capaz de dizer. Estas pessoas me ouviram sem julgar, diagnosticar, apreciar, avaliar. Apenas me ouviram, esclareceram-me em todos os níveis em que eu me comunicava [...]
ALMEIDA, apud Rogers, 1983, p. 5,7 e 8.
O ouvir nesta perspectiva ativa consiste em colocar-se no lugar do outro, através da apreensão atenta dos 

O falar – trata da expectativa que o corpo docente tem em relação à fala do coordenador pedagógico, pois, sabe que essa fala tanto pode ajudar, tranquilizar, dar segurança, oferecer pistas, como ameaçar e causar tensão. Aponta ainda para alguns cuidados inerentes ao perfil do coordenador, como considerar que os professores podem ou não ter o mesmo referencial seu, e por isso ponderar o ponto de vista do outro e de seus conhecimentos. – fala muito acadêmica ou muito popular pode desvalorizar o que se quer transmitir.
Outro cuidado é conhecer os códigos do grupo que constitui o corpo docente, reconhecendo que tanto a aceitação como a resistência às propostas é fortalecida pelos códigos culturalmente estabelecidos. Ou seja,

Olhar - Ouvir - Falar
Seja “o outro”, o professor ou o aluno; com quem existe a relação interpessoal, a abordagem centrada na pessoa só existirá quando o coordenador pedagógico, entender que “o outro” merece a sua consideração, se outro perceber que nesta relação existe um vínculo de comunicação, pela fala ou pelo corpo, que ele é visto, é ouvido, independente de sua condição ou contexto. É importante ressaltar que os atores do cenário escolar precisam ser considerados, precisam receber uma comunicação que demonstre isso, querem e precisam ser percebidas nas tomadas de decisões na escola. Perceber e compreender necessariamente implica na abertura do sujeito em relação ao outro ou à situação que se mostre, no caso, que se mostre no cenário escolar.
A formação docente continuada exige do coordenador um olhar para que o que acontece em sala de aula para organizar um trabalho de reflexão e discussão com troca de experiências. 
Narrativa do proceder no olhar, ouvir e falar do coordenador pedagógico.
O Tripé da atuação relacional do coordenador pedagógico
Referências

 O Coordenador Pedagógico e o Cotidiano da Escola. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2006.
BRUNO, Eliane Bambini Gorgueira; ALMEIDA, Laurinda Ramalho de ; CHRISTOV, Luiza Helena da Silva (org.)  O coordenador e a Formação Docente. 8. ed. São Paulo: Loyola, 2007.
FERREIRA, Nilza D. D. O coordenador e a ação docente: contribuições de uma política pública de desenvolvimento profissional no local de trabalho.São Paulo: Tese de Doutorado. Universidade Presbiteriana Mackenzie em 2013.
 O Perceber do Coordenador Pedagógico na tomada de decisões no cenário escolar. In: TEIXEIRA, Célia; SCHWANTES, Rosileny A.S.(Org.). Organização do trabalho pedagógico: Múltiplos olhares. 1ª ed.São Leopoldo: Oikos, 2011.
LUCK, Heloísa; FREITAS, Kátia; GIRLING, Robert e  KEITH Sherry Keith. A Escola Participativa. Rio de Janeiro. Ed. DP&A, 2002.
MERLEAU-PONTY, M. O Olho e o Espírito & A dúvida de Cézanne. Tradução de NEVES, PEREIRA.  São Paulo: Editora Cocac & Naify,  2004.

Postado por Futuros Pedagogos

quarta-feira, 4 de maio de 2016

O coordenador pedagógico e a construção coletiva do P.P.P.
Compreender o papel do Coordenador Pedagógico mediante a construção, articulação e acompanhamento do Projeto Político Pedagógico.
Caro leitor, vamos refletir sobre o papel do Coordenador Pedagógico com relação às etapas que envolvem o PPP., partindo de sua elaboração e registro, passando pelo acompanhamento, avaliação e revisão.
É importante que você saiba que, após a Constituição de 1988, o Projeto Pedagógico passou a ser tema recorrente na literatura educacional e que, com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, LDBEN 9394/96, consolidou-se o compromisso que toda unidade educacional deve ter com relação à elaboração e implementação de seu Projeto Pedagógico.
Detalhando mais, as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica, no artigo 44, aponta que o Projeto Político-Pedagógico deve contemplar os seguintes aspectos:
I - o diagnóstico da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, contextualizados no espaço e no tempo;
II - a concepção sobre educação, conhecimento, avaliação da aprendizagem e mobilidade escolar;
III - o perfil real dos sujeitos – crianças, jovens e adultos – que justificam e instituem a vida da e na escola, do ponto de vista intelectual, cultural, emocional, afetivo, socioeconômico, como base da reflexão sobre as relações vida-conhecimento-cultura professor- estudante e instituição escolar;
IV - as bases norteadoras da organização do trabalho pedagógico;
V - a definição de qualidade das aprendizagens e, por consequência, da escola, no contexto das desigualdades que se refletem na escola;
VI - os fundamentos da gestão democrática, compartilhada e participativa (órgãos colegiados e de representação estudantil);
VII - o programa de acompanhamento de acesso, de permanência dos estudantes e de superação da retenção escolar;
VIII - o programa de formação inicial e continuada dos profissionais da educação, regentes e não regentes;
IX - as ações de acompanhamento sistemático dos resultados do processo de avaliação interna e externa (Sistema de Avaliação da Educação Básica – SAEB, Prova Brasil, dados estatísticos, pesquisas sobre os sujeitos da Educação Básica), incluindo dados referentes ao IDEB e/ou que complementem ou substituam os desenvolvidos pelas unidades da federação e outros;
X - a concepção da organização do espaço físico da instituição escolar de tal modo que este seja compatível com as características de seus sujeitos, que atenda as normas de acessibilidade, além da natureza e das finalidades da educação, deliberadas e assumidas pela comunidade educacional.
Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica
Observa-se a complexidade que abrange o Projeto Político-Pedagógico, mas não poderia ser de outra maneira, pois na concepção presente, a escola deve instituir uma relação contínua com a sociedade via mecanismos de participação democrática.  Por isso, o PPP é um documento que decorre da discussão coletiva realizada na escola com todos os seus segmentos e que explicita suas características e objetivos.
Não há um modelo de PPP, pois há diferenças e especificidades de cada escola, mas existem alguns elementos que não devem faltar: identificação da Unidade; seu histórico; diagnóstico, contendo caracterização de sua clientela, corpo docente e demais profissionais; objetivos e metas; plano de ação de gestores, professores e demais profissionais da escola; registros que explicitem ações desenvolvidas na escola; dados que informem, de modo geral, o desempenho dos alunos, com base nas avaliações realizadas na escola e também externas. 
Para garantir todas essas informações no PPP da escola, quem ou quais são os responsáveis?
Não tenha dúvida de que, numa gestão democrática, é a equipe gestora. É importante salientar que a equipe gestora não elabora o PPP sozinha,  mas é a responsável direta para que ele se torne um documento que identifique a escola e explicite o coletivo nela existente.
Para chegar à documentação de tudo o que deve estar contido no PPP, a equipe gestora deve empreender esforços para que cada etapa seja definida conjuntamente, desde o diagnóstico da escola que, se necessário, deve contar com visitas ao entorno, para que se garanta a maior veracidade possível, até o acompanhamento dos resultados referentes aos objetivos e metas estabelecidos.
 A equipe gestora deve garantir que todos tenham acesso ao PPP, sempre que desejar e remeter-se a ele quando considerar necessário, por exemplo, para relembrar os objetivos e metas, retomar princípios, avaliar planos etc.
Compete à gestão envidar esforços para que o PP não se torne mais um instrumento burocrático, pelo contrário ele é vivo e flexível e deve ser consultado e alterado, sempre e onde se fizer necessário. Para isso, ele nunca deve ser produto de uma ação realizada em gabinetes por algumas lideranças, mas fruto da discussão, participação e envolvimento de professores, gestores, funcionários, pais e alunos. Todos têm direito à voz. Contudo, quem zelará pelo documento direta e regularmente é a equipe gestora, mas nunca arbitrariamente, sempre contando com opiniões e decisões tomadas coletivamente. 

PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO - CARACTERÍSTICAS

O que é Projeto Político Pedagógico

A instituição escolar desempenha uma função social e representa um lugar de conflitos e tensões resultantes das diversas visões políticas e suas respectivas concepções, representadas e existentes em sua constituição.
É um espaço em que se disputam perspectivas políticas e ideológicas diferentes, decorrentes da sociedade capitalista, que possui classes, setores e grupos sociais com interesses distintos e que veem na escola e na educação a possibilidade de fazer valer seus pressupostos políticos e econômicos.
Nesse contexto, não se pode desconsiderar a função da escola como espaço de formação política coletiva, que se direciona a um conjunto representativo de pessoas na sociedade. Essa formação política dá-se no cotidiano escolar, entre outros, por meio das diretrizes das políticas públicas educacionais implantadas, pela forma de gestão, pelos currículos propostos e mecanismos formais e não formais de controle do espaço escolar.
Ao se debruçar sobre o sentido do Projeto Político Pedagógico - PPP, três abordagens estão presentes nele.
a) A ideia de Projeto como uma intenção, relacionado à ideia de projetar, lançar para frente, futuro.
b) O aspecto político do PPP: trata-se de uma visão de educação que a considera em sua relação com uma perspectiva política, e, por conseguinte, uma proposta pedagógica condizente com essa perspectiva. Por isso o Projeto Político-Pedagógico diferencia-se de Projeto Pedagógico, na medida em que o primeiro assume explicitamente a educação como um ato político. Veiga (1995, p.13) trata desta vertente política do PPP ao afirmar que ele deve estar “[...] intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”.
c) O aspecto Pedagógico: como destaca Veiga nessa dimensão está presente a “[...] possibilidade de efetivação da intencionalidade da escola [...] no sentido de definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade” (op. cit., p.13).
Fato é que as dimensões política e pedagógica são indissociáveis, tratam de um processo que considera continuamente a realidade, necessidades e possibilidades da escola.
Predomina uma visão democrática da gestão, que visa à superação das situações de exclusão e discriminação, e almeja a autonomia no sentido sociopolítico, voltada para construção da identidade institucional. A preocupação com o trabalho pedagógico não se restringe à dimensão metodológica e técnica, mas considera fundamental a relação da instituição educativa com o contexto social.
O PPP trata, então, da possibilidade de atuação da escola dentro da autonomia que possui em relação aos sistemas de ensino, da organização interna da escola no sentido dos processos educacionais que pretende desenvolver, e do trabalho em sala de aula, na sua relação com a totalidade. Ao mesmo tempo, possibilita um processo de construção de identidade da escola, do resgate da escola como espaço público, como local de diálogo e reflexão coletiva.
O desafio do PPP para a coordenação, como agente que propõe e orienta a sua elaboração, está em articular as necessidades da escola advindas de seus participantes e da sociedade com as diretrizes legais, estabelecendo um processo participativo que ao mesmo tempo também se configure como um processo formativo, com vistas à qualidade social da educação.
É importante salientar que a relação ensino-aprendizagem é um aspecto importante a ser considerado no PPP, mas é preciso também levar em conta o conjunto de relações que a escola estabelece e que também incidem sobre a formação humana dos sujeitos que a compõem. Nesse sentido, a qualidade social da educação implica em valorizar todas as relações que a escola estabelece como portadora de processos formativos que interferem na formação cultural, política, social, filosófica das pessoas que de alguma forma fazem parte dela. O processo de ensino-aprendizagem é fundamental neste entendimento, uma vez que o acesso aos bens culturais produzidos pelos seres humanos significa a democratização do conhecimento. Contudo, as questões técnicas que perpassam essa relação não se constituem como a única relação a ser cuidada pela escola. Aqui reside a diferença entre um PPP que pense a escola como um todo e um Projeto que priorize apenas os aspectos técnicos do ensino.
1.    Elaboração e Registro do PPP
Nesta etapa, o coordenador pedagógico juntamente com a equipe de gestores da escola, reúne todos os professores, funcionários, equipe, representantes de alunos e pais para definir os principais pontos do debate a ser realizado com vistas à construção do Projeto Político-Pedagógico.
Para isso, é importante que se tenha um diagnóstico da escola. Mas o que seria esse diagnóstico? Analisando dados como desempenho acadêmico dos alunos, localização da escola, recursos existentes no seu entorno, condições físicas do prédio, histórico da unidade, recursos materiais disponíveis, formação dos profissionais, perfil da comunidade etc. obtém-se um diagnóstico da realidade da escola.  
Levantado esse diagnóstico, o registro das informações obtidas deve compor a parte inicial do PPP. Além disso, o diagnóstico fornece pistas acerca dos problemas mais evidentes e que merecem um empenho e investimento maior da equipe escolar.
Após o diagnóstico, os objetivos e as metas do PPP devem ser definidos pelo coletivo, cabendo ao coordenador e demais membros da equipe gestora orientarem o esforço coletivo na direção da construção da escola como local de aprendizagem e autoaprendizagem de seus membros. Trata-se do momento no qual se define e explicita o sonho de escola que se tem, para onde se quer caminhar.
Logo, podemos resumir essa primeira parte em dois importantes momentos:
- Análise da situação;
- Definição de objetivos e metas.
Em outras palavras, parte-se da compreensão da realidade (Análise da situação) para em seguida definir onde se quer chegar – qual o sonho, a utopia do coletivo da escola.
Mas o trabalho ainda não acabou, feito o diagnóstico e estabelecidos os objetivos e metas, cabe agora traçar um plano de ação (definir estratégias) que leve a escola num caminho que a conduza da realidade ao sonho, em outras palavras, do diagnóstico ao alcance de seus objetivos. Trata-se de um caminho árduo, cheio de percalços e difícil de ser percorrido. Nesse momento, mais uma vez o coordenador pedagógico com sua equipe tem papel fundamental. Nesta etapa, todos os 
1.    Elaboração e Registro do PPP
Nesta etapa, o coordenador pedagógico juntamente com a equipe de gestores da escola, reúne todos os professores, funcionários, equipe, representantes de alunos e pais para definir os principais pontos do debate a ser realizado com vistas à construção do Projeto Político-Pedagógico.
Para isso, é importante que se tenha um diagnóstico da escola. Mas o que seria esse diagnóstico? Analisando dados como desempenho acadêmico dos alunos, localização da escola, recursos existentes no seu entorno, condições físicas do prédio, histórico da unidade, recursos materiais disponíveis, formação dos profissionais, perfil da comunidade etc. obtém-se um diagnóstico da realidade da escola.  
Levantado esse diagnóstico, o registro das informações obtidas deve compor a parte inicial do PPP. Além disso, o diagnóstico fornece pistas acerca dos problemas mais evidentes e que merecem um empenho e investimento maior da equipe escolar.
Após o diagnóstico, os objetivos e as metas do PPP devem ser definidos pelo coletivo, cabendo ao coordenador e demais membros da equipe gestora orientarem o esforço coletivo na direção da construção da escola como local de aprendizagem e autoaprendizagem de seus membros. Trata-se do momento no qual se define e explicita o sonho de escola que se tem, para onde se quer caminhar.
Logo, podemos resumir essa primeira parte em dois importantes momentos:
- Análise da situação;
- Definição de objetivos e metas.
Em outras palavras, parte-se da compreensão da realidade (Análise da situação) para em seguida definir onde se quer chegar – qual o sonho, a utopia do coletivo da escola.
Mas o trabalho ainda não acabou, feito o diagnóstico e estabelecidos os objetivos e metas, cabe agora traçar um plano de ação (definir estratégias) que leve a escola num caminho que a conduza da realidade ao sonho, em outras palavras, do diagnóstico ao alcance de seus objetivos. Trata-se de um caminho árduo, cheio de percalços e difícil de ser percorrido. Nesse momento, mais uma vez o coordenador pedagógico com sua equipe tem papel fundamental. Nesta etapa, todos os vistas ao alcance do que foi idealizado. 
 Referências
NEVES, Carmen Moreira de Castro. Autonomia da escola pública: um enfoque operacional. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas, SP: Papirus, 1995. p. 95-129.
VEIGA, Ilma Passos Alencastro. 
Projeto político-pedagógico da escola: uma construção coletiva. In: VEIGA, Ilma Passos Alencastro (org.) Projeto político-pedagógico da escola: uma construção possível. Campinas, SP: Papirus, 1995. p. 11-35.
Inovações e projeto político-pedagógico: uma relação regulatória ou emancipatória. Cad. Cedes, Campinas, v. 23, n. 61, p. 267-281, dezembro 2003.  Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/ccedes/v23n61/a02v2361.pdf>
VASCONCELLOS, Celso S. Coordenação do Trabalho Pedagógico – do Projeto Político-Pedagógico ao cotidiano da sala de aula. 13ª Ed. São Paulo, Libertad, 2010.

Postado por Futuros Pedagogos

terça-feira, 3 de maio de 2016

Coordenação do trabalho educacional frente às novas tecnologias
Precisamos pensar acerca do perfil dos alunos e professores que chegam às escolas e que são, cada vez mais, usuários dessas tecnologias. É papel do coordenador entender esse contexto para propor projetos e fazer intervenções que levem todos à ampliação de seus conhecimentos, considerando que essas relações mediadas pelas tecnologias devem ser analisadas a partir das possibilidades de protagonismo, de autoria e das marcas digitais que caracterizam toda a produção atual, nas diferentes linguagens.
O perfil da escola também está sofrendo rápidas alterações, decorrentes do que acontece com a sociedade em geral. Podemos afirmar que o barateamento de equipamentos como computadores e telefone celular (em suas mais diferentes configurações), a evolução das aplicações em software livre e dos serviços gratuitos oferecidos pelos governos (Municipal, Estadual e Federal) como os telecentros, promoveram a democratização no acesso/produção de conhecimentos.
A configuração possível pelo uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) promove maior abertura da escola para o mundo, publicando e divulgando projetos, os quais são conhecidos, estudados e avaliados o tempo todo


Referências
CARNIELLO, Luciana Barbosa Cândido, RODRIGUES, Bárbara Mônica Alcântara Gratão. MORAES, Moema Gomes. A relação entre os nativos digitais, jogos eletrônicos e aprendizagem

segunda-feira, 2 de maio de 2016

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO





O Projeto político Pedagógico é um documento resultado do planejamento é nele que são
 registradas as decisões mais concretas de propostas futuristas. É projeto porque requer planos para o futuro, é político porque todos devem participar e é pedagógico porque circunda a educação. Trata-se de uma tendência natural e intencional do ser humano. Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro no objetivo de alcançar. Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, atravessar um período de instabilidade e buscar uma estabilidade em função de promessa que cada projeto contém de estado melhor do que o presente. Um projeto educativo pode ser tomado como promessa frente determinadas rupturas. As promessas tornam visíveis os campos de ação possível, comprometendo seus atores e autores.

Postado por Futuros Pedagogos



domingo, 1 de maio de 2016

10 conteúdos indispensáveis à formação do coordenador pedagógico
''Além de aumentar a oferta de formação continuada para os coordenadores pedagógicos, deve-se investir na qualidade dos conteúdos.''
1.    Identidade profissional
2.    Concepção de formação
3.    Relações interpessoais
4.    Liderança e condução de grupo
5.    Planejamento
6.    Estratégias de avaliação
7.    Instrumentos metodológicos
8.    Conhecimentos didáticos
9.    Tematização da prática
10. Troca de experiências

O Coordenador pedagógico deve refletir constantemente sobre sua prática pedagógica para que junto com sua equipe possa articular e mediar informações em tempo real sobre a necessidade educacional de sua unidade escolar.

http://gestaoescolar.abril.com.br/formacao/10-conteudos-indispensaveis-formacao-coordenador-pedagogico-629894.shtml


Postado por Futuros Pedagogos